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Bloco K: Empresas devem se adequar até o fim do ano

                       Essa obrigatoriedade terá impacto direto para os estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação federal e para os estabelecimentos atacadistas

O calendário do SPED Fiscal tem programado uma importância mudança para empresas para 1º de janeiro de 2016. É que a partir desta data essas empresas estarão obrigadas a enviar o livro Registro de Controle da Produção e do Estoque por meio do Bloco K do SPED Fiscal, conforme o Ajuste Sinief 17/14 que dispôs a obrigatoriedade do Bloco K.

Essa obrigatoriedade terá impacto direto para os estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação federal e para os estabelecimentos atacadistas, podendo, a critério do Fisco, ser exigida de estabelecimento de contribuintes de outros setores.

“Assim, é muito importante que as empresas se antecipem a essa necessidade, pois, a obrigação é bastante complexa e trabalhosa, devido a necessidade de detalhamento de informações. Antes da nova obrigação a empresas já precisavam realizar esse envio, todavia isso não era uma prática dos empresários, já que o livro de Controle da Produção e de Estoque quase nunca era exigido. Agora esse quadro se altera, pois ao entrar no SPED Fiscal a fiscalização para essa obrigação será muito mais ativa”, explica o diretor tributário da ConfirpContabilidade, Welinton Mota.

Isso representa que essas empresas deverão cadastrar no Bloco K do SPED Fiscal, quais os produtos que tiver que ser utilizado para a fabricação de um produto, isto é, o consumo específico padronizado, além de perdas normais do processo produtivo e substituição de insumos para todos os produtos fabricados pelo próprio estabelecimento ou por terceiros.

Como as empresas só possuem seis meses para se adaptarem a essa nova demanda, é imprescindível que já iniciem o processo de adequação imediatamente, alerta Mota, pois será necessário a implantação ou parametrização do sistema da empresa a obtenção desses dados, pois é praticamente inviável o preenchimento manual.

Outro problema é que ainda há muitas dúvidas sobre esta questão, mas segundo análise da Confirp seriam obrigadas a cumprirem essa obrigação as indústrias e os atacadistas. “A confusão ainda é grande sobre o tema, todavia, temos um entendimento que as indústrias terão que realizar os registros de todas as peças envolvidas nos processos de fabricação dos produtos, mais além disso também há o entendimento de que os atacadistas terão que apresentar informações referentes a cada item de seus estoques”, alerta o diretor da Confirp.

Entenda melhor

As legislações do ICMS (estadual) e a do IPI (federal) obrigam essas empresas a registrar, nos livros próprios, as ações que realizam. No livro Registro de Controle da Produção e do Estoque devem ser registradas às entradas e saídas, à produção e às quantidades relativas aos estoques de mercadorias.

O grande problema é a complexidade desse registro sendo que nele deve se registrar todas as operações, com uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria. Isso torna imprescindível para empresas uma ERP bem amplo que fornaça uma estrutura para registro dessas informações.

Assim, a Receita Federal terá registrada no Bloco K do SPED Fiscal, as quantidades produzidas e os insumos consumidos em cada material intermediário ou produto acabado, podendo através desta informação, projetar o estoque de matéria-prima e de produto acabado do contribuinte. Além disso, contará também com as informações de industrialização efetuada por terceiros e dados dos comércios. (Com DSOP)

Fonte: Jornal Contábil

Restaurante não pode excluir gorjeta do cálculo de impostos

Foi o que decidiu, na última semana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ao negar recurso de um restaurante de Blumenau (SC) que questionava a incidência sobre esta gratificação.

É legal a cobrança de impostos do Simples Nacional, como o PIS e o COFINS, sobre as gorjetas dadas por clientes a garçons em estabelecimentos de alimentação. Foi o que decidiu, na última semana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ao negar recurso de um restaurante de Blumenau (SC) que questionava a incidência sobre esta gratificação.

A empresa, que participa desse regime fiscal, moveu o processo contra a Receita Federal alegando ser injusta essa tributação, já que o dinheiro é dado de livre vontade pelo consumidor ao empregado, não sendo incorporado ao patrimônio líquido do estabelecimento.

Em contrapartida, o Ministério da Fazenda disse que, independentemente de a gorjeta ser concedida de forma espontânea, ela passa pelo caixa do estabelecimento, que a distribui ao funcionário. Conforme o órgão, proibir esse controle fiscal seria absurdo.

O juízo de primeira instância negou o pedido afirmando que não cabe ao Judiciário adequar a legislação ao desejo de alguém que a considere injusta. A empresa recorreu ao tribunal reafirmando as alegações.

O relator do processo na 1ª Turma, juiz federal João Batista Lazzari, convocado para atuar na corte, negou o apelo. Segundo o magistrado, “o fato de as taxas de serviços possuírem natureza salarial não afasta a ocorrência de impostos, isso porque a gorjeta passa a integrar o faturamento e a receita bruta da empresa, momento em que se mostra cabível a incidência dos tributos, sendo usada na base remuneratória do empregado”.

Simples Nacional

O Simples Nacional foi uma maneira encontrada pelo Governo de tirar pequenos empreendedores da informalidade, e consiste em um regime compartilhado de arrecadação de tributos, previsto na Lei Complementar nº 123/06. Abrange a participação de todos os entes federados: União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Fonte: TRF4

Arrecadação do Simples Nacional tem resultado positivo em 2015

Números são suficientes para anular perdas geradas pela revisão das tabelas do Simples.

 

calculadora_finanças_contabilidade (Foto: Shutterstock)

Brasília – Os resultados da arrecadação do Simples Nacional continuam gerando impacto positivo na economia brasileira. Dados divulgados pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa e pelo Sebrae mostram que a arrecadação do Simples foi 6,73% maior, em termos reais, nos seis primeiros meses de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014. Além disso, a criação de empregos nas micro e pequenas empresas apresentou saldo positivo entre janeiro e maio deste ano, com 116,5 mil novas vagas.

“Felizmente, as expectativas exageradamente pessimistas não conseguiram derrubar o crescimento chinês das micro e pequenas empresas, que continuam sustentando o emprego e a renda no Brasil,” afirma o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos. “A exemplo dos últimos anos, os resultados confirmam o protagonismo dos pequenos negócios”, completa.

O presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, acredita que o empreendedorismo assumiu grande importância e tem se apresentado como oportunidade para vários brasileiros. “O número de pessoas que pretende empreender é o dobro das que preferem ser empregadas. Três em cada dez brasileiros adultos possuem uma empresa ou estão criando uma. Isso elevou o país ao topo do ranking do empreendedorismo e aumenta nossa responsabilidade com as políticas públicas de apoio e incentivo ao setor”, afirma.

Ele avalia que o panorama positivo possui relação direta com um ambiente de negócios mais adequado ao pequeno empreendimento, que foi construído ao longo das últimas décadas. “Hoje são mais de 10 milhões de empresas no Simples Nacional e os pequenos negócios são responsáveis pela criação da maioria dos empregos brasileiros nos últimos anos. Sem contar que já respondem por 27% do Produto Interno Bruto (PIB)”.

Mesmo com os resultados positivos que são apresentados ano a ano, o ministro Guilherme Afif destaca que, além de pouco acesso a linhas de crédito, as micro e pequenas empresas arcam com juros proibitivos. “Temos de mudar essa realidade”, diz Afif. “As micro e pequenas empresas tem sustentado o emprego no país e precisam de acesso ao crédito com juros mais acessíveis para continuar avançando e dando sua importante contribuição ao Brasil”.

Crescer Sem Medo

O crescimento apresentado de 6,73% é mais do que suficiente para que as perdas com a revisão das tabelas do Simples, propostas no projeto Crescer Sem Medo, sejam anuladas. Segundo o estudo apresentado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o crescimento anual de 4,2% no faturamento dos pequenos negócios já seria suficiente para anular qualquer impacto.

O projeto Crescer Sem Medo é visto pelo setor como essencial para as micro e pequenas empresas. Já aprovado na Comissão Especial do Simples, na Câmara dos Deputados, a expectativa é que o texto seja aprovado em agosto no plenário. A proposta prevê a revisão das tabelas do Simples, que vão criar uma rampa suave de tributação para que o dono de micro e pequeno empreendimentoo não tenha medo de crescer. O texto prevê a substituição das atuais 20 faixas de tributação para sete, além da criação de um regime de transição para as empresas do comércio e serviços até o faturamento de R$ 7,2 milhões e para R$ 14,4 milhões nas indústrias.

Últimos dias para concorrer ao prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Microempreendedoras, produtoras rurais e donas de pequenos negócios têm até o dia 31 de julho para inscrever-se na premiação

As vencedoras do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2015 (Foto: Fabiana Pires)
As vencedoras do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2015 (Foto: Fabiana Pires)

Milena Curado de Barros, Sheila Diab Maluf e Noilde Maria de Jesus têm um ponto em comum: conquistaram o Troféu Ouro no último Sebrae Mulher de Negócios. As três apostaram no empreendedorismo como forma de se empoderar e transformar sonho em realidade, e é exatamente esse perfil feminino o alvo da iniciativa promovida pelo Sebrae, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, pela Federação das Associações de Mulheres de Negócios Profissionais do Brasil e pela FNQ (Fundação Nacional de Qualidade).
Além de reconhecer essas histórias, o prêmio, que chega a seu 12ª ano, tem como objetivo fazer das vencedoras um exemplo para outras mulheres que desejam empreender.

Para a edição de 2016, cujas inscrições encerram-se em 31 de julho, a meta é aumentar em 10% a participação sobre o último ano, que foi de 11.500 mulheres, segundo Enio Pinto, gerente de Atendimento Individual do Sebrae.

“Quem se inscreve recebe um relatório ressaltando os pontos fortes de seu negócio e as oportunidades de melhoria, o que gera um plano de ação. É como se fosse uma consultoria à distância”, afirma. “Ganhar o prêmio é a cerejinha do bolo. Mas o importante mesmo é que a empresária use a devolutiva para sua própria evolução.”

São três as categorias: Microempreendedora Individual, Pequenos Negócios e Produtora Rural. Para concorrer, é preciso ter 18 anos ou mais, receita brutal anual de até R$ 3,6 milhões (até R$ 60 mil no caso de MEI) e pelo menos um ano de atividade fiscal.

As candidatas devem preencher a ficha disponível no site (www.mulherdenegocios.sebrae.com.br), entregar uma autoavaliação de seu negócio e escrever um relato sobre a sua história. Só serão consideradas válidas as inscrições que estiverem completas.

O prêmio conta com duas etapas, uma estadual e outra nacional. Em cada estado, a primeira colocada de cada categoria passa a concorrer automaticamente no circuito nacional.

Procura por certificação digital cresce 27%

Entre janeiro e maio de 2015, 1,2 milhão de certificados digitais foram emitidos no Brasil. O número é 27% maior se comparado ao mesmo período de 2014 e 34% superior em relação ao acumulado dos meses em 2013. Os dados são da Fenacon Certificação Digital.

“A procura pelas certificações mostra a conscientização dos empresários e dos cidadãos em se identificar no meio virtual de forma segura e confiável. Além disso, nos últimos anos diversas mudanças na legislação fiscal também impulsionaram a busca pela Certificação Digital”, relata o presidente da Fenacon, Mario Berti.

Alguns exemplos são a emissão da NFS-e e da NF-e, a instituição do e-Social, a cultura de desmaterialização de documentos e assinaturas e a entrega das declarações tributárias para os órgãos públicos.

O Certificado Digital é um arquivo eletrônico, armazenado em uma mídia digital, que contém os dados do seu titular pessoa física ou jurídica (e-CPF ou e-CNPJ) e adota mecanismos de segurança que garantem veracidade, confidencialidade e integridade na comunicação com órgãos públicos como a Receita Federal, Detran, Instituto Nacional da Propriedade Industrial, entre outros.

“Estar adequado a estes avanços tecnológicos facilita o acesso a diversos serviços, insere a empresa no universo do e-Social e reduz custos com deslocamentos e documentos físicos”, avalia o presidente da Fenacon, Mario Berti.

Crise afeta confiança, e criação de novas empresas desacelera

 

De janeiro a maio, a criação de novas empresas cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, segundo indicador da Serasa Experian. No entanto, o ritmo de alta tem sido menor a cada mês devido, principalmente, à crise, que afeta a confiança dos empreendedores.

O comércio popular da Grande Belém continua garantindo os preços mais baixos da moda praia em 2015, garante pesquisa do Dieese divulgada nesta terça (30). (Foto: Camila Lima/O Liberal)
(Foto: Camila Lima/O Liberal)

Entre janeiro e maio de 2015, foram criados 822.519 novos empreendimentos no Brasil. O número é 3,4% superior aos mesmos meses de 2014 que, por sua vez, haviam mostrado avanço de 5,2% frente a 2013.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a desaceleração da abertura de novas empresas neste ano “é reflexo da recessão da economia bem como da queda da confiança de empresários e consumidores”.

O número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) surgidos em maio cresceu 4,5% em relação a abril, para 132.661. As Sociedades Limitadas registraram criação de 17.210 unidades, uma queda de 1,3% frente ao mês anterior. A criação de Empresas Individuais avançou 3,1%, com um total de 15.436 novos negócios em maio.

O Sudeste lidera o ranking de nascimento de empresas, com 414.018 novos negócios abertos entre janeiro e maio de 2015 ou 50,3% do total. Na sequência estão a Região Nordeste, com 18,3%, a Região Sul, com 16,6% de participação, o Centro-Oeste, com 9,5%, e a Região Norte, com 5,3%.

O setor de serviços continua sendo o mais procurado por quem quer empreender: de janeiro a maio de 2015, 504.428 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 61,3% do total. Em seguida, 248.488 empresas comerciais (30,2% do total) e, no setor industrial, foram abertas 67.107 empresas (8,2% do total) neste mesmo período.

Mulheres empreendedoras

4 dificuldades no dia a dia das mulheres empreendedoras

Em debate durante o Women’s Forum, fundadores de empresas revelam os desafios que as mulheres enfrentam nos negócios.

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Da esquerda para direita: Edivan da Costa, Sônia Hess de Souza e Denise Damiani (Foto: Divulgacão)

Não há dúvida de que a presença das mulheres nos negócios está aumentando. No Brasil, elas estão à frente de 52% dos novos negócios, que têm entre 0 e 3 anos, de acordo com dados da última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, divulgado este ano. Mas se elas têm se mostrado mais presentes nos negócios, começam também a enfrentar os problemas características do meio.

Este tema fez parte da mesa de discussão Pessoas, gestão e governança: o suporte que você precisa para ir além, realizada durante o Women’s Forum, que ocorre hoje e amanhã (26 e 27/05), em São Paulo. Para Sônia Hess de Souza, presidente da Dudalina, Denise Damiani, fundadora da Denise Damiani Consultoria, e Edivan Pereira da Costa, CEO da assessoria e consultoria empresarial SEDI, as empreendedoras tendem a encontrar dificuldades específicas. Veja abaixo os quatro principais pontos listados por eles durante a discussão:

Medo
“Mulheres sentem medo porque acham que não têm dinheiro, não são capazes ou não acreditam que suas ideias podem dar certo”, diz Denise. Assim que os primeiros obstáculos são superados, o medo ainda volta em outras formas. Quando atingem patamares mais altos, algumas mulheres se podam por acreditar que poderiam estar mais presentes em suas famílias, por exemplo. Para combater os temores, empreendedoras precisam enxergar seus objetivos com clareza.

Culpa
“Minha mãe era uma empreendedora com 16 filhos e nunca se culpou,” afirma Sonia. Para a presidente da marca de camisas Dudalina, as mulheres se cobram demais e se culpam tanto no sucesso quanto no fracasso. Ao se tornar bem-sucedidas, muitas empreendedoras questionam se foram verdadeiramente capazes de suas conquistas. Segundo Sonia, “o mundo dos negócios ainda cheira a testosterona” e para entrar nele, mulheres precisam ser corajosas e saber valorizar suas qualidades.

Impressões erradas
Em geral, o empreendedorismo é visto como uma solução para o trabalho chato e longo em grandes organizações. Para algumas mulheres, os negócios ainda apresentam a oportunidade de passar mais tempo com a família. Ao ser dona de sua empresa, os horários poderão ser mais flexíveis. No entanto, a quantidade de trabalho pode ser igual ou maior do que as responsabilidades em empregos tradicionais.

Tomada de decisões difíceis
“Como homem, percebo mulheres no mundo dos negócios que não definem um processo para tomar decisões complicadas”, diz Costa. Por serem múltiplas, empreendedoras encontram obstáculos na hora de se concentrar e resolver uma única questão. A habilidade de cuidar de todos é comum entre as mulheres e deve ser cultivada. Mas é preciso traçar uma estratégia clara e eficiente em situações problemáticas. “Muitas vezes é apenas preciso tomar decisões”, afirma o CEO.

http://revistapegn.globo.com/Mulheres-empreendedoras/noticia/2014/05/4-dificuldades-no-dia-dia-das-mulheres-empreendedoras.html

3 Dicas, apenas 3 valiosas dicas…

3 Dicas para ter o amplo controle dos processos da empresa

No Congresso da Micro e Pequena Indústria, especialistas apontaram que a produtividade, a gestão e o controle são essenciais para o sucesso.

No Brasil, os altos impostos aliados à burocracia representam um grande entrave para novos negócios se desenvolverem. Por essa razão, as pequenas empresas devem estar estudar, o tempo todo, novos processos para aumentar a competitividade no mercado.

Durante o Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado nesta segunda-feira (26/5), em São Paulo, questões como controle, gestão e produtividade das empresas estiveram em debate. O evento, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), teve a participação de diversos especialistas e empreendedores. Em diversos debates, eles apontaram soluções para lidar com esses desafios.

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Conheça agora algumas delas:

Invista no controle do negócio. “Ninguém controla o passado, mas pode controlar o que vai acontecer”, disse Roy Martelanc, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), durante o congresso. Para ele, o empreendedor deve acompanhar e ter domínio das finanças da empresa. “Mas medir não é o bastante, é preciso comparar”. Martelanc afirma que o empreendedor deve traçar metas coerentes com os seus objetivos e ter um parâmetro sempre em mente. Essas metas podem levar em consideração o desempenho da empresa no ano interior, o crescimento do concorrente ou um número absoluto. Isso ajuda a definir problemas contábeis e a se preparar para momentos de crise.

Integre seus sistemas de gestão. Manter diversos segmentos da empresa isolados também pode ser preocupante, tanto na hora de prestar contas como na busca por crédito. Para estar a par do que acontece em diferentes áreas da empresa, vale a pena contar com a ajuda de um Sistema Integrado de Gestão. Fernando José Gonzalez, especialista no assunto e professor do Instituto Mauá de Tecnologia, explica que com o uso desse tipo de sistema o negócio passa a ter um banco de dados centralizado.

Assim, é possível manter a segurança da informação, aumentar a produtividade e relacionar dados. Em empresas que precisam otimizar processos produtivos porque são mais enxutas, esse tipo de sistema garante ainda uma redução de custos operacionais, porque diminui o retrabalho com cadastro de dados.

Seja produtivo. Para José Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, o cenário atual é desestimulador para quem investe capital próprio na indústria em busca de retorno financeiro. Segundo dados levantados pela Fiesp em 2013, o “custo Brasil” chegou a ser 38% maior do que aquele praticado em outras economias emergentes. Neste ambiente desfavorável, Roriz afirma que o fortalecimento interno da indústria é ainda mais importante, sendo a produtividade um grande diferencial.

Como caminho para tornar uma indústria produtiva, ele ressalta a importância de dois fatores: produção de mercadorias com valor agregado e capacitação profissional. Isso porque, uma base sólida nessas duas esferas permite que o empresário invista em gestão, compra de máquinas e equipamentos e pesquisa e desenvolvimento.

Apesar do conselho, Roriz é realista: “Estamos passando por uma fase de desindustrialização. A margem de faturamento bruto das empresas tem se mantido estável e isso compromete investimentos em competitividade”.

http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/05/3-dicas-para-ter-amplo-controle-dos-processos-da-empresa.html

Dormir bem pode ser a melhor decisão de carreira

Para manter o desempenho profissional em alta, sono de qualidade é fundamental

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O advogado Carlos Eduardo Dourado, no cochilódromo: ânimo renovado

São Paulo – A fórmula do bom desempenho no trabalho inclui uma atividade barata: dormir. O sono de qualidade é fundamental para manter a produtividade. Porém, essa tarefa diária tão importante está sendo preterida por profissionais brasileiros.

Uma pesquisa recente da International Stress Management Association (Isma-BR) revelou que a média da jornada de trabalho de executivos é de 13 horas, aumento de 3 horas em comparação a dados de 2010. Segundo a clínica Med-Rio, especializada em check-ups de executivos, 25% sofrem de insônia, crescimento de 40% nos últimos dez anos.

São pessoas com uma agenda caótica, com atividades que afetam a hora de dormir e acordar. “A privação do sono prejudica a capacidade de concentração, a tomada de decisões, a velocidade cognitiva e a memória, além de aumentar a ansiedade, o cansaço e a irritação”, diz Gilberto Ururahy, diretor da Med-Rio.

No longo prazo, a falta de sono crônica vira um problema de saúde sério: altera o metabolismo e aumenta o risco de hipertensão, ganho de peso, diabetes e doenças cardiovasculares. “Quando a rotina aperta, as pessoas tendem a cortar aquilo que é mais importante para a saúde: tempo de sono, atividade física e boa ali­mentação”, diz Ana Maria Rossi, da Isma-BR.

Vários aspectos da relação entre dormir e trabalhar não são discutidos, mas, quando considerados, explicam muito como o repouso altera a produtividade. A maneira como descansamos, por exemplo, é muito diferente da de séculos atrás, o que indica que a labuta contemporânea contraria o que seria natural.

Ao pesquisar sobre a noite, o historiador americano Roger Erkich descobriu que no século 15 as pessoas dormiam em dois tempos: primeiro, do entardecer até a meia-noite. Nesse horário, elas acordavam e ficavam em casa lendo, rezando ou fazendo sexo, e depois voltavam a dormir até o dia clarear.

Era uma época em que trabalhar estava diretamente ligado ao aproveitamento máximo das horas de sol. Na década de 80, o psiquiatra Thomas Wehr retirou a luz elétrica da vida de voluntários confinados. Após algumas semanas, os pacientes apresentaram o mesmo sono segmentado que o historiador identificou.

Descobriu-se também que o intervalo entre os dois sonos é relaxante: o cérebro libera o hormônio prolactina, responsável pela sensação de moleza após o orgasmo e por reduzir o estresse.

O trabalho define a dinâmica do sono atual. Segundo Matthew J. Wolf-Meyer, professor de antropologia na Universidade da Califórnia, autor do livro The Slumbering Masses (“Massas sonolentas”, numa tradução livre, sem edição no Brasil), o jeito como dormimos hoje nasceu na época da Revolução Industrial, no século 19.

A rotina profissional organizada por turnos fixos e a energia elétrica mudaram o significado do ato de ficar acordado à noite. Na virada para o século 20, surgiu a ideia de que dormir por 8 horas seguidas seria o suficiente. Qualquer comportamento fora desse padrão é visto com preconceito pela sociedade.

Outro aspecto é a organização das empresas em torno de horários de trabalho. Para cumprir um expediente de 8 horas com folga de 1 hora para almoço, uma pessoa geralmente começa a trabalhar entre 8 e 10 horas da manhã e sai entre 17 e 19 horas — isso sem considerar os inúmeros empregos que têm carga horária maior.

Essa rotina rígida restringe o sono de um profissional comum entre as 23 e as 7 horas. O problema é que muita gente tem um ritmo biológico que não bate com o relógio de ponto. “A exigência de chegar cedo privilegia pessoas matutinas”, diz a engenheira dinamarquesa Camilla Kring, fundadora da B-Society, grupo que atua em defesa de horários flexíveis nas empresas.

http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/191/noticias/sono-produtivo

6 dicas para faturar com o comércio eletrônico

Saiba como tirar proveito de um mercado que movimentou R$ 28,8 bilhões em 2013.

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Ter um site compatível com dispositivos móveis é um dos passos para ter sucesso no comércio eletrônico (Foto: Thinkstock).

Parece um clichê dizer que para faturar mais uma empresa deve investir no comércio eletrônico. Então deixemos que alguns números reforcem essa constatação: em 2013, o e-commerce no Brasil cresceu 28% e movimentou uma cifra de R$ 28,8 bilhões. Mais: 9,1 milhões de pessoas fizeram compras online pela primeira vez no ano passado, elevando para 51,3 milhões o número de consumidores que usaram a web para comprar algo pelo menos uma vez.

Mas nem sempre é fácil arquitetar uma estratégia de comércio eletrônico. Ainda mais para os empreendedores de pequenos e médios negócios.

Para ajudar nessa questão, o site de Pequenas Empresas & Grandes Negócios conversou com Gerson Ribeiro, professor de marketing digital na ESPM e fundador da Vitrio, empresa de inteligência e desempenho em e-commerce, para saber como criar uma loja virtual eficiente. Leia, abaixo, as dicas:

1. Use métricas em tudo
“Hoje em dia é possível medir e contabilizar tudo”, afirma Ribeiro. Sua empresa precisa estabelecer diferentes métricas e metas para diferentes aspectos do seu site. Com isso, o empreendedor poderá saber exatamente o que está acontecendo e fazer mudanças durante o caminho. São esses dados que ajudarão na conversão do visitante – aquele possível cliente que entra no seu portal, mas nem sempre finaliza uma compra.

2. Entenda as necessidades do seu cliente
Ao estruturar um e-commerce, o empreendedor precisa pensar como um possível consumidor para arquitetar melhor toda a estrutura do portal. Faça testes de usabilidade e não tenha medo de trocar elementos de lugar se perceber que o seu possível cliente vai se perder ou se cansar. Comprar precisa ser algo fácil, tão fácil quanto entrar em uma loja física, olhar para um produto e já sair de lá com ele.

3. Saiba quanto investir
Estude os custos e saiba o que cada elemento da construção do site exigirá investimento. Considere, neste processo, a estratégia de marketing e a divulgação. Além disso, estude o que cada um deles trará de retorno. Faça um planejamento financeiro estratégico e cuidadoso.

4. Atenda bem o seu cliente
Um bom atendimento e a compreensão das necessidades dos clientes aumentam a taxa de novas compras. Você precisa ter uma estratégia pós-compra para manter seu consumidor interessado em retornar. Uma delas é o e-mail marketing. Lembre-se, porém, de fazer um atendimento personalizado. Esse tipo de relacionamento ajuda a gastar menos com divulgação, já que há grandes chances dos seus clientes se tornarem advogados de sua marca.

5. Crie um site amigável
Pense que seu portal poderá ser acessado de diferentes dispositivos e navegadores. Construa uma loja virtual que seja acessível em todos deles – ou nos principais deles, caso a grana esteja curta. Atualmente, a difusão dos dispositivos móveis demanda um site que possa ser utilizado por meio de smartphones e tablets.

6. Não deixe de se capacitar
O comércio eletrônico ainda é um mercado novo e cheio de possibilidades – tanto de erros quanto de acertos. Não deixe que as informações dessa lista sejam o suficiente. Sempre corra atrás de cursos e nunca deixe de se atualizar sobre as principais tendências.

http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/05/6-dicas-para-faturar-com-o-comercio-eletronico.html