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Arrecadação do Simples Nacional tem resultado positivo em 2015

Números são suficientes para anular perdas geradas pela revisão das tabelas do Simples.

 

calculadora_finanças_contabilidade (Foto: Shutterstock)

Brasília – Os resultados da arrecadação do Simples Nacional continuam gerando impacto positivo na economia brasileira. Dados divulgados pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa e pelo Sebrae mostram que a arrecadação do Simples foi 6,73% maior, em termos reais, nos seis primeiros meses de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014. Além disso, a criação de empregos nas micro e pequenas empresas apresentou saldo positivo entre janeiro e maio deste ano, com 116,5 mil novas vagas.

“Felizmente, as expectativas exageradamente pessimistas não conseguiram derrubar o crescimento chinês das micro e pequenas empresas, que continuam sustentando o emprego e a renda no Brasil,” afirma o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos. “A exemplo dos últimos anos, os resultados confirmam o protagonismo dos pequenos negócios”, completa.

O presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, acredita que o empreendedorismo assumiu grande importância e tem se apresentado como oportunidade para vários brasileiros. “O número de pessoas que pretende empreender é o dobro das que preferem ser empregadas. Três em cada dez brasileiros adultos possuem uma empresa ou estão criando uma. Isso elevou o país ao topo do ranking do empreendedorismo e aumenta nossa responsabilidade com as políticas públicas de apoio e incentivo ao setor”, afirma.

Ele avalia que o panorama positivo possui relação direta com um ambiente de negócios mais adequado ao pequeno empreendimento, que foi construído ao longo das últimas décadas. “Hoje são mais de 10 milhões de empresas no Simples Nacional e os pequenos negócios são responsáveis pela criação da maioria dos empregos brasileiros nos últimos anos. Sem contar que já respondem por 27% do Produto Interno Bruto (PIB)”.

Mesmo com os resultados positivos que são apresentados ano a ano, o ministro Guilherme Afif destaca que, além de pouco acesso a linhas de crédito, as micro e pequenas empresas arcam com juros proibitivos. “Temos de mudar essa realidade”, diz Afif. “As micro e pequenas empresas tem sustentado o emprego no país e precisam de acesso ao crédito com juros mais acessíveis para continuar avançando e dando sua importante contribuição ao Brasil”.

Crescer Sem Medo

O crescimento apresentado de 6,73% é mais do que suficiente para que as perdas com a revisão das tabelas do Simples, propostas no projeto Crescer Sem Medo, sejam anuladas. Segundo o estudo apresentado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o crescimento anual de 4,2% no faturamento dos pequenos negócios já seria suficiente para anular qualquer impacto.

O projeto Crescer Sem Medo é visto pelo setor como essencial para as micro e pequenas empresas. Já aprovado na Comissão Especial do Simples, na Câmara dos Deputados, a expectativa é que o texto seja aprovado em agosto no plenário. A proposta prevê a revisão das tabelas do Simples, que vão criar uma rampa suave de tributação para que o dono de micro e pequeno empreendimentoo não tenha medo de crescer. O texto prevê a substituição das atuais 20 faixas de tributação para sete, além da criação de um regime de transição para as empresas do comércio e serviços até o faturamento de R$ 7,2 milhões e para R$ 14,4 milhões nas indústrias.

Últimos dias para concorrer ao prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Microempreendedoras, produtoras rurais e donas de pequenos negócios têm até o dia 31 de julho para inscrever-se na premiação

As vencedoras do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2015 (Foto: Fabiana Pires)
As vencedoras do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2015 (Foto: Fabiana Pires)

Milena Curado de Barros, Sheila Diab Maluf e Noilde Maria de Jesus têm um ponto em comum: conquistaram o Troféu Ouro no último Sebrae Mulher de Negócios. As três apostaram no empreendedorismo como forma de se empoderar e transformar sonho em realidade, e é exatamente esse perfil feminino o alvo da iniciativa promovida pelo Sebrae, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, pela Federação das Associações de Mulheres de Negócios Profissionais do Brasil e pela FNQ (Fundação Nacional de Qualidade).
Além de reconhecer essas histórias, o prêmio, que chega a seu 12ª ano, tem como objetivo fazer das vencedoras um exemplo para outras mulheres que desejam empreender.

Para a edição de 2016, cujas inscrições encerram-se em 31 de julho, a meta é aumentar em 10% a participação sobre o último ano, que foi de 11.500 mulheres, segundo Enio Pinto, gerente de Atendimento Individual do Sebrae.

“Quem se inscreve recebe um relatório ressaltando os pontos fortes de seu negócio e as oportunidades de melhoria, o que gera um plano de ação. É como se fosse uma consultoria à distância”, afirma. “Ganhar o prêmio é a cerejinha do bolo. Mas o importante mesmo é que a empresária use a devolutiva para sua própria evolução.”

São três as categorias: Microempreendedora Individual, Pequenos Negócios e Produtora Rural. Para concorrer, é preciso ter 18 anos ou mais, receita brutal anual de até R$ 3,6 milhões (até R$ 60 mil no caso de MEI) e pelo menos um ano de atividade fiscal.

As candidatas devem preencher a ficha disponível no site (www.mulherdenegocios.sebrae.com.br), entregar uma autoavaliação de seu negócio e escrever um relato sobre a sua história. Só serão consideradas válidas as inscrições que estiverem completas.

O prêmio conta com duas etapas, uma estadual e outra nacional. Em cada estado, a primeira colocada de cada categoria passa a concorrer automaticamente no circuito nacional.

Procura por certificação digital cresce 27%

Entre janeiro e maio de 2015, 1,2 milhão de certificados digitais foram emitidos no Brasil. O número é 27% maior se comparado ao mesmo período de 2014 e 34% superior em relação ao acumulado dos meses em 2013. Os dados são da Fenacon Certificação Digital.

“A procura pelas certificações mostra a conscientização dos empresários e dos cidadãos em se identificar no meio virtual de forma segura e confiável. Além disso, nos últimos anos diversas mudanças na legislação fiscal também impulsionaram a busca pela Certificação Digital”, relata o presidente da Fenacon, Mario Berti.

Alguns exemplos são a emissão da NFS-e e da NF-e, a instituição do e-Social, a cultura de desmaterialização de documentos e assinaturas e a entrega das declarações tributárias para os órgãos públicos.

O Certificado Digital é um arquivo eletrônico, armazenado em uma mídia digital, que contém os dados do seu titular pessoa física ou jurídica (e-CPF ou e-CNPJ) e adota mecanismos de segurança que garantem veracidade, confidencialidade e integridade na comunicação com órgãos públicos como a Receita Federal, Detran, Instituto Nacional da Propriedade Industrial, entre outros.

“Estar adequado a estes avanços tecnológicos facilita o acesso a diversos serviços, insere a empresa no universo do e-Social e reduz custos com deslocamentos e documentos físicos”, avalia o presidente da Fenacon, Mario Berti.

Crise afeta confiança, e criação de novas empresas desacelera

 

De janeiro a maio, a criação de novas empresas cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, segundo indicador da Serasa Experian. No entanto, o ritmo de alta tem sido menor a cada mês devido, principalmente, à crise, que afeta a confiança dos empreendedores.

O comércio popular da Grande Belém continua garantindo os preços mais baixos da moda praia em 2015, garante pesquisa do Dieese divulgada nesta terça (30). (Foto: Camila Lima/O Liberal)
(Foto: Camila Lima/O Liberal)

Entre janeiro e maio de 2015, foram criados 822.519 novos empreendimentos no Brasil. O número é 3,4% superior aos mesmos meses de 2014 que, por sua vez, haviam mostrado avanço de 5,2% frente a 2013.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a desaceleração da abertura de novas empresas neste ano “é reflexo da recessão da economia bem como da queda da confiança de empresários e consumidores”.

O número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) surgidos em maio cresceu 4,5% em relação a abril, para 132.661. As Sociedades Limitadas registraram criação de 17.210 unidades, uma queda de 1,3% frente ao mês anterior. A criação de Empresas Individuais avançou 3,1%, com um total de 15.436 novos negócios em maio.

O Sudeste lidera o ranking de nascimento de empresas, com 414.018 novos negócios abertos entre janeiro e maio de 2015 ou 50,3% do total. Na sequência estão a Região Nordeste, com 18,3%, a Região Sul, com 16,6% de participação, o Centro-Oeste, com 9,5%, e a Região Norte, com 5,3%.

O setor de serviços continua sendo o mais procurado por quem quer empreender: de janeiro a maio de 2015, 504.428 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 61,3% do total. Em seguida, 248.488 empresas comerciais (30,2% do total) e, no setor industrial, foram abertas 67.107 empresas (8,2% do total) neste mesmo período.